SEGUINDO O PLANO DE DEUS

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Esta obra de desinteressada beneficência em trabalhar
para o bem da juventude, não é nada mais do que aquilo
que Deus requer de cada um
de nós.
Ellen White, Fundamentos da Educação Cristã, página, 51 |
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Estudar a história de nossa igreja é uma oportunidade para
conhecer o grande exército de Deus e suas estratégias. Diga-se de passagem, falar em “exército” e “estratégias” nestes dias não é novidade. O mundo está experimentando uma explosão de
conflitos em várias frentes e essas palavras voltaram a surtir efeito entre nós.
Você foi chamado para fazer parte do “exército” dos jovens de
Deus, atuando no pelotão de frente. É um exército com dinamismo, disposição em ir além do óbvio,
muita qualidade e modernidade. Deus chamou esse exército quando começou o movimento adventista.
Talvez você nem saiba, mas vários dos pioneiros de nossa igreja eram jovens. Alguns deles são lembrados
até hoje:
Thiago White se tornou pregador em 1842, aos 21 anos. Nessa época já havia
levado mais de 1.000 pessoas a Cristo.
J. N. Andrews tornou-se um pregador com apenas 14 anos. Aos 21, era um dos
principais escritores do movimento.
J. N. Loghborough foi conhecido como o “pregador adolescente” pelo alcance
de suas mensagens aos 17 anos.
Uriah Smith foi indicado aos 21 anos para ser redator da Review and Herald, a
primeira editora adventista.
Ellen G. White iniciou seu ministério aos 17 e por mais de 70 anos dedicou-se a
pregar e escrever.
Os anos passaram, a igreja cresceu e esses jovens líderes também
se tornaram adultos. Quando eram jovens, o que eles faziam para a igreja também atendia a
juventude. Com o passar do tempo precisavam fazer alguma coisa para manter a vida espiritual
dos jovens.
Desde o princípio de tudo, com a primeira lição da Escola
Sabatina especial para os jovens (1852), passando pela formação da primeira sociedade
de jovens, organizada por Luther Warren e Harry Fenner (1879), chegando até a organização do
departamento dos Missionários Voluntários (1907), nossa missão fi cou clara. Fomos organizados para
salvar nossos jovens e levá-los a testemunhar de Jesus em todos os lugares e situações. Em 1978, quando
nosso nome foi mudado para JA (Jovens Adventistas), ganhamos uma identidade mais clara, mas ela não
enfraqueceu nossa posição de “Missionários”. Nosso desafi o hoje é manter a identidade sem esquecer a
missão.
Através dos anos, nosso movimento foi tomando corpo e seus ideais
foram sendo defi nidos. Dois deles se destacam e têm sido repetidos por algumas gerações. O alvo: “A
mensagem do advento a todo mundo em minha geração” e o objetivo: “Salvar do pecado e guiar no
serviço”. Ambos deixam claro o nosso compromisso. O alvo apresenta nossa prioridade de anunciar
a volta de Cristo com todo o empenho, pois desejamos recebê-lO ainda em nossa geração. Não é um
desafio para outros, mas para nós, os líderes do século 21. Nosso alvo é missionário. É um compromisso
pessoal.
O objetivo de “Salvar do pecado e guiar no serviço” é ainda
mais forte, pois resume tudo o que envolve nossa história e cada um dos nossos
ideais, apresentando nossas duas maiores necessidades – “Salvação & Serviço”. Para resgatar os valores
que construíram nossa história e continuar cumprindo o papel que Deus lhe confi ou, não é preciso
buscar outros caminhos, mas voltar ao plano original.
Ao trabalhar com o Clube de Jovens, seu desafi o é estar focado
nessas duas palavras. Busque viver e levar cada participante a uma vida perto de Deus. Não existe
outro caminho. É preciso gastar mais tempo com a Bíblia e estudá-la, diminuindo os momentos de
festa e aumentando o incentivo à consagração, reunindo os jovens para encontros de oração, vigílias,
pequenos grupos, enfi m, promovendo mais momentos de comunhão. Como líder do Clube de Jovens
você foi chamado para oferecer aquilo que não pode ser encontrado em nenhum outro lugar. Não tente
conquistar os jovens apenas com recreação, festas e brincadeiras, mas coloque Deus em primeiro lugar
(Mat. 6:33).
Há ainda um outro motivo para que “Salvação” seja o foco
de sua liderança: A causa real da maioria dos desafi os do jovem, hoje, é espiritual. E problemas
espirituais só podem ser vencidos com um poder espiritual. Quando os jovens enfrentam problemas
ou tentações com sexo, música, drogas, etc, não tenha dúvida, os verdadeiros problemas não são esses.
Esses são galhos de uma árvore, mas o verdadeiro problema está na raiz. O verdadeiro problema está
na comunhão com Deus. Quanto mais de Cristo, menos do pecado, quanto menos de Cristo mais do
pecado. Se você tentar cortar os galhos da árvore sem cuidar da raiz, eles voltarão a nascer ainda mais
fortes. É preciso podar os galhos, mas especialmente fortalecer a raiz.
Por outro lado, quando Cristo conversou com a mulher samaritana,
deixou claro que todo aquele que beber da “Água da Vida” vai se tornar uma “fonte”
(João 4:13-14). Beber da Água é salvação. Tornar-se uma fonte é serviço. Aí está o princípio de receber
e oferecer. Isso é “Salvação & Serviço” ou “salvação para o Serviço”. Seu desafi o é andar sobre esses dois
trilhos, mantendo o princípio bíblico. Nosso chamado não é apenas para servir à comunidade, mas para
ir mais além, abrir a Bíblia e mostrar o caminho do céu. Não basta apenas cantar em hospitais, fazer
sopão nas praças, entregar folhetos, por mais que isso seja importante e necessário. É preciso desenvolver
projetos onde a Bíblia seja aberta e ensinada com amor e clareza e o resultado seja visto nas águas do
batismo. Desenvolva projetos na comunidade, desde que eles sejam a porta de entrada para projetos
espirituais.
Você é capaz de imaginar todos os jovens com a mesma visão, com a
mesma prioridade e com o mesmo foco, como um exército? Essa é a visão de Deus e o Clube de Jovens é uma das melhores maneiras de fortalecê-la. Há uma vaga reservada para você neste exército. Venha
para frente de batalha. Ellen White já podia imaginar esse momento quando disse:
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Com tal exército de obreiros como o que poderia
fornecer a nossa juventude devidamente preparada,
quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado,
ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao
mundo todo!
Ellen White, Educação, página, 271 |
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