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MinistÉrio do Amor:
lÍderes jovens da APL compartilham experiÊncias


Líderes jovens da APL se reuniram na
igreja de Vila Matilde



Jovens falam de sua experiência com o
Projeto "Quando eu Amar"



Pr. Paulo Reis e líderes jovens:
"O ministério do amor veio pra ficar"

[São Paulo - SP] “Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos”.  Utilizando as palavras ditas por Jesus  aos seus seguidores há centenas de anos, o pastor Paulo Reis, líder de jovens na Associação Paulista Leste, se dirigiu aos diretores de jovens da APL na manhã de domingo, dia 17 de maio.

Eles estavam reunidos na Igreja Adventista de Vila Matilde para compartilharem testemunhos sobre o projeto “Quando eu Amar”.  O projeto, uma iniciativa simples de conhecer melhor os vizinhos e orar por eles, é a principal ação de evangelismo dos jovens adventistas na região da APL, em 2009. E se depender do pastor Paulo Reis, o trabalho pode perdurar por mais tempo. “O ministério do amor veio para ficar entre as ações missionárias dos jovens adventistas”, se anima.

Contato na madrugada
Entre as experiências contadas pelos diretores jovens, esteve a do advogado Aguinaldo do Nascimento. A primeira vez que ouviu sobre o “ministério do amor”, ele foi desafiado: “Assim que você sair deste lugar, ore e entregue o DVD com a mensagem de esperança para a primeira pessoa que você encontrar”. Nada extraordinário, não fosse o fato de a reunião ter acabado por volta da meia-noite.

Ainda assim, Aguinaldo encontrou a oportunidade certa. Chegando em casa, surpreendentemente sua vizinha estava varrendo a calçada. “Eu achei estranho ela varrer a calçada aquela hora. Mas era a oportunidade que Deus tinha me dado. Não ia perder”, relembra. Assim, o líder jovem da Igreja de Jardim Coimbra orou e entregou o presente para sua vizinha, ainda que fosse madrugada.

Ah! Baratas!
Se para o amor não existem preconceitos, Luciene Ferreira experimentou isso ao conhecer “seu Antônio”. Juntamente com uma amiga, ela estava começando a fazer suas primeiras visitas na capital. Foi quando viu uma casa “caindo aos pedaços”. “A gente ficou receosa, porque a casa tinha muito mato na frente e estava muito velha. A gente não sabia quem podia morar lá”, relata Luciene. Mesmo assim, foram. E encontraram um senhor de idade.

Entre a conversa e a oração, as duas puderam ver que a casa estava muito suja. Até mesmo uma barata apareceu em um canto da casa. Incrivelmente, as duas visitantes não tiveram o pavor comum que as mulheres sentem ao se encontrarem com o “animalzinho”.  “O que a gente sentiu foi pena. Pena de ver um senhor de idade, sozinho e impossibilitado de poder, simplesmente, cuidar de sua casa”, relembra.

O amor foi além, e as duas jovens varreram e arrumaram a casa de “seu Antônio”. Hoje, elas já conversaram com algumas pessoas e, nos próximos dias, devem reformar algumas partes da casa de seu novo amigo.

Placas dentro de pessoas
Essas são apenas duas histórias que exemplificam a dedicação e ausência de preconceito que envolve os participantes do projeto “Quando Eu Amar”. No entanto, apenas naquela manhã de domingo, muitos outros jovens adventistas contaram sobre o que significa amar pessoas desconhecidas.

Segundo o pastor Paulo Reis, a intenção é que os membros da igreja adventista não sejam conhecidos pela placa que existe na frente da igreja e diz quem eles são. Para ele, essa ”placa” deve estar dentro de cada adventista: “As pessoas devem perceber quem somos pelos nosso atos. Isso é demonstrar o amor pregado por Cristo”.

André Leite

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