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Jornal Nacional destaca obras sociais dos evangÉlicos

A Igreja Adventista abriu as portas do CADEC, no Rio de Janeiro, para a gravação da série jornalística “Os evangélicos”.

[Especial] Durante a semana, o Jornal Nacional que é exibido diariamente pela TV Globo para todo o país, apresentou uma série de reportagens sobre as obras assistenciais criadas, coordenadas e mantidas pelos evangélicos em todo o Brasil.

Motivou a série de reportagens a estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontando que, enquanto a população brasileira cresceu 15,5% entre os dois últimos censos, o número de evangélicos dobrou. De acordo com a pesquisa, hoje, são cerca de 15% dos brasileiros.

“Como a maioria católica inclui 73% da população, as obras da Igreja Católica são mais conhecidas. Nesta semana, nós vamos ver o trabalho que os evangélicos estão fazendo não só em cidades grandes como o Rio de Janeiro, mas também em comunidades menores, do interior do país, apoiando populações que frequentemente são esquecidas pelo poder público”, dizia o texto de abertura da série de reportagens, chamada “Os evangélicos”.

Além de enfocar as obras assistenciais, com os resultados e emocionantes biografias de recuperação e sucesso, a série mostra também a história do surgimento de cada igreja, datando também o momento da chegada no Brasil e o número de fiéis. O surgimento das igrejas evangélicas aconteceu após os questionamentos feitos por Martinho Lutero e João Calvino, surgindo então religiões concorrentes ao Catolicismo.

Na terça feira, a primeira matéria mostrou o trabalho da Igreja Assembléia de Deus e da Igreja Presbiteriana. A primeira promove aulas de música para crianças, jovens e adultos. O trabalho dos missionários com os índios em Dourados, no Mato Grosso do Sul, mostrou a ação social dos presbiterianos.  

 

 


Jornal Nacional (TV Globo) - 27 de maio

Na segunda matéria da série, O Jornal Nacional destacou a Igreja Metodista, que abriga moradores de rua em São Paulo, oferecendo acomodação, alimentação e reinserção social.

 

 


Jornal Nacional (TV Globo) - 28 de maio

Na quinta-feira, a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Igreja Batista abriram as portas de seus abrigos para crianças, mostrando como o amor e o trabalho solidário podem mudar vidas. Associação Evangélica Resgate e Ame, administrada pela Igreja Batista, recebe crianças retiradas dos cuidados dos pais por ordem da Justiça.

 

 


Jornal Nacional (TV Globo) - 29 de maio

O Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário (CADEC), em funcionamento em uma favela carioca, foi a obra social que representou todas as ações que a Igreja Adventista do Sétimo Dia desenvolve no país. “A função do Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário é ensinar a palavra de Deus e fazer sorrir, por dentro e por fora. A Igreja Adventista foi criada nos Estados Unidos no século XIX e tem hoje no Brasil 1,2 milhão de fiéis. Guardam o sábado para atividades religiosas e valorizam as coisas da natureza”, destacou o texto de abertura da matéria.

As crianças atendidas no CADEC recebem alimentação livre do uso de agrotóxicos, em conformidade com o que prega a Igreja Adventista, relativo aos cuidados com a saúde. “A transformação que acontece na vida de uma criança não é pequena. São mudanças no corpo e na alma”, disse o texto do repórter.

A última reportagem da série “Os evangélicos” retratou a obra social executada pela Igreja Luterana no Rio Grande do Sul, que através do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor desenvolve ações proporcionando a sobrevivência através do cultivo da terra, incentivando também a agroecologia, produzindo alimentos sem o uso de agrotóxicos.Os principais alvos do trabalho dos luteranos são os descendentes de escravos e indos, que há 150 anos, quando o trabalho social começou, tinham sua mão-de-obra explorada pelos grandes produtores.

 

 


Jornal Nacional (TV Globo) - 30 de maio

Para o líder de Comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Goiás, pastor Guilherme Chateaubriand, é muito importante apresentar as grandes obras que os evangélicos realizam. “Só mostramos uma, das inúmeras atividades que realizamos com tantas vertentes de abrangência, também com índios, com crianças, moradores de rua, idosos, campanhas contra violência, de doação de sangue e medula, etc. São tantas ações que nossa igreja e outras fazem em todas as partes, que estava mais que na hora delas merecerem destaque da grande mídia”, afirma.

Para a jornalista da Associação Brasil Central (ABC), Francis Matos, esse aumento na visibilidade também é função dos comunicadores das igrejas. “Realizamos tantas coisas interessantes e relevantes para a sociedade, e ficamos calados. Precisamos divulgar também nossas ações, para mostrar a nossa igreja, que é formada por uma comunidade de pessoas que amam ao próximo, seguindo o mandamento de Jesus. A conseqüência é o interesse das pessoas em conhecer mais sobre nós, e daí apresentarmos nosso outro diferencial: também amamos a Deus e o obedecemos”, conclui.

Francis Matos



íntegra da matéria
Batistas e adventistas ajudam crianças pobres

Os Batistas são hoje no Brasil 1,5 milhão de fiéis, que frequentam cultos em 7,5 mil templos. Conheça a Associação Evangélica Resgate e Ame, que ajuda crianças de rua a ter um futuro.

Jornal Nacional, 29/05/2009



O atendimento a crianças é o tema da série especial que o Jornal Nacional está mostrando essa semana sobre o trabalho social de algumas das muitas igrejas evangélicas do Brasil. Nesta quinta-feira, vamos conhecer a ação dos adventistas e dos batistas. 

O que pode acontecer quando alguém decide, simplesmente, ajudar? Estender a mão para quem precisa. 

Jovens demais para ter lembranças que só existem em sonhos. O da menina, esta noite, foi com a mãe, com quem não pode mais morar. “A mãe de verdade é bem melhor do que o sonho, porque ela é real. Não estou com ela porque a gente não se deu bem”, a menina conta.

Em uma rua especial, onde casas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, moram meninos e meninas que foram retirados da guarda dos pais por ordem da Justiça. Crianças que viviam largadas nas ruas, pedindo dinheiro nos sinais de trânsito, sofrendo todo o tipo de violência. 

Para dezenas de crianças que pareciam não ter futuro, este é seu novo endereço: a Associação Evangélica Resgate e Ame, que poderia muito bem ser chamada de Rua da Esperança ou da Salvação. 

Hoje, o abençoado pão de cada dia vem pelas mãos dos integrantes da Igreja Batista Brasileira, uma das várias igrejas que derivam da Igreja Batista, fundada no século XVII na Inglaterra. 

Os Batistas são hoje no Brasil 1,5 milhão de fiéis, que frequentam cultos em 7,5 mil templos. 

“A doutrina pentecostal enfatiza e muito essa capacidade dos indivíduos de desenvolver o dom do Espírito Santo”, explica a socióloga Maria das Dores Machado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

É uma grande família unida pela fé, que tem suas regras. Escola, todos os dias. Depois dos estudos, almoço, aulas de reforço, de música e de dança. Não tinham futuro, hoje sonham até com a universidade. 

Simone é uma das poucas mães que aparecem por aqui. A filha dela sabe que a esperança de reunir a família de novo está no abrigo. 

“Eu me mantendo aqui dentro. Vai ser melhor para ela, porque quando eu sair, eu vou ajudá-la, porque, se eu não ficar aqui, eu não vou ter futuro. Quero ser advogada, eu quero defender os direitos das pessoas”, revela Bruna Ferreira, de 13 anos. 

A rua encantada construída com o cimento da fé no evangelho só existe graças à assistente social Gislaine Monteiro Freitas, coordenadora do REAME. 

Vinda também de família muito pobre, começou dando atenção e carinho a crianças de rua em um banco de praça. 

“Tudo começou de forma despretensiosa. Apenas uma rua, mas a coisa foi chegando e a gente conseguiu comprar uma rua para as crianças, uma rua sem sofrimento”, afirma Gislaine. 

Em uma favela do Rio, seguidores do Evangelho viraram pescadores de crianças mergulhadas na vida violenta do bairro. A função do Centro Adventista de Desenvolvimento Comunitário é ensinar a palavra de Deus e fazer sorrir, por dentro e por fora. 

A Igreja Adventista foi criada nos Estados Unidos no século XIX e tem hoje no Brasil 1,2 milhão de fiéis. Guardam o sábado para atividades religiosas e valorizam as coisas da natureza. 

Alimento saudável, sem agrotóxico para as crianças, no segundo almoço do dia. Tem jeito de escola, mas o centro mais parece uma grande gincana, que começa aos 7 anos de idade e vai até os 15, com jogos, brincadeiras e música. 

Resultado? “Esse lugar é muito gostoso de ficar”, diz uma das crianças. 

“Mudou muita coisa em mim. Antigamente, eu não sabia contas na escola e depois que fui aprendendo aqui, estou na sétima série e indo em frente”, conta Vinícius, de 14 anos. 

A transformação que acontece na vida de uma criança não é pequena. São mudanças no corpo e na alma. Há cinco anos, quando o projeto começou, a principal resposta para a pergunta ‘o que você quer ser quando crescer?’ era ‘bandido’. 

Hoje, bom hoje. “Bombeiro”. “Trabalhar na Aeronáutica”. “Pediatra”. “Médico, para salvar as pessoas da dengue”. 

O centro começou com uma sala pequena. Hoje, já são 180 vagas para uma comunidade com sede de oportunidade. 

“Para muitos deles, se não fosse essa ação social religiosa evangélica, talvez não tivessem acesso a esses programas e serviços”, explica Gislaine. 

Agora outras 500 crianças esperam por uma chance de crescer no rumo do bem, pelas mãos de quem vive na prática os ensinamentos de Jesus. 

“No mundo de dimensões tão grandes, a gente vê que a gente pode proporcionar uma perspectiva de vida melhor para uma pessoa fazendo tão pouco. Elas têm certeza de que podem ser alguém melhor. Tem uma passagem em Apocalipse que diz o seguinte: não mais ranger de dentes, não mais pranto, nem dor. Aqui é lugar de gente feliz, lugar de sorrir, lugar de esperança”, conclui Glauciete da Cruz Batista, coordenadora do Centro Adventista.


Fonte: http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1171999-10406,00-BATISTAS+E+ADVENTISTAS+AJUDAM+CRIANCAS+POBRES.html

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