[Engenheiro Coelho - SP] Muitos missionários de diversos países do mundo vieram
ao Brasil nas décadas passadas, como os pastores Mark Finley (evangelista
mundial) e Homer Trecartin (líder mundial de missionários voluntários). Hoje, a
situação se inverteu. O Brasil é o país com o maior número de adventistas no
mundo. Por isso, as igrejas e escolas adventistas sentiram a necessidade de
preparar as pessoas para atuarem como missionários.
Pensando nisso, o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp),
campus Engenheiro Coelho/Artur Nogueira, resolveu estabelecer uma Escola de
Missões para preparar seus alunos. Segundo Berndt Wolter, professor de
evangelismo e líder da Escola de Missões, o Brasil já recebeu muito a ajuda de
missionários especialmente norte-americanos e agora é o momento de enviar os
jovens daqui para atuarem ao redor do mundo.
A Escola de Missões do Unasp desde o seu início teve
uma repercussão muito significativa entre os alunos. “A idéia foi retirada de
outros países como os Estados Unidos que mantém um instituto de missões em
muitos dos seus colégios adventistas. Eles enviam os estudantes para serem
missionários durante as férias em outros países como no Brasil, no Amazonas”,
diz o aluno de Teologia e auxiliar na Escola de Missões, Heber Marski.
O projeto começou no campus com esse intuito, de levar a mensagem a pessoas
que precisam em outros países. Os mais ou menos 100 alunos inscritos aprendem
sobre culturas diferentes, crenças, secularismo, como falar de Jesus para as
pessoas e outros desafios que um missionário possa enfrentar.
Instituto de MissÕes
O Instituto de Missões e Crescimento de Igreja, da qual
a Escola de Missões pertence, desenvolvem diversos projetos para envolver os
estudantes em diversos trabalhos ao redor do mundo. Um dos projetos
desenvolvidos foi o evangelismo em Maputo, Moçambique em junho/julho desse ano.
Esse programa foi uma parceria entre a Escola e a faculdade de Teologia do
Unasp.
Foram 12 estudantes de teologia e um enfermeiro para atuar no evangelismo
daquele local, acompanhados pelos professores Berndt Wolter e Natanael Moraes.
Na sexta-feira, 11 de setembro, os alunos contaram suas experiências no trabalho
evangelístico durante uma programação especial na igreja do Unasp.
Um dos estudantes que participou desse projeto foi Caio Conceição que desde o
2.° ano de faculdade vem lendo sobre missões. “A vinda do pastor Wolter que já
atuou como missionário na Alemanha despertou ainda mais em mim o desejo de
partilhar o evangelho com pessoas de outras origens e culturas”, destaca.
Em 2009 o aluno colocou como prioridade ter a capacitação participando da
Escola de Missões. “Espero usar melhor os meus dons e meus talentos para Deus.
Acho que Ele está pronto a nos usar, mas às vezes não buscamos a capacitação
para isso. Somos negligentes”, avalia Caio. O aluno ressalta que quer ser um
missionário como pastor.
“Junto com o desejo de ser um pastor veio a de ser um missionário. O contato
com o pastor Wolter e o meu envolvimento com o Instituto de Missões aumentou o
meu desejo de levar esperança para pessoas que sentem dificuldade de compreender
a Deus ou que querem um rumo para a vida”, explica Matheu Carvalho, aluno de
teologia. Segundo ele Deus pode usar qualquer pessoa que se coloca a
disposição.
Para Asseneth Arias nada é obstáculo intransponível para alcançar o seu sonho
de ser uma missionária. Quando estava no México tinha planos de ir para Rússia,
mas não deu certo como o planejado. Então uma tia de Asseneth custeou sua
passagem para que a jovem viesse fazer uma pós-graduação no Unasp, enquanto esperava
para ir ao campo missionário. “Acho que foi Deus que me trouxe para o Brasil, a
Escola de Missões vai me ajudar muito”, garante.
Mas mesmo no Brasil, Asseneth ainda sonha em ser missionária na Rússia.
“Estou muito agradecida a Deus pelo o que Ele sempre fez na minha vida, me
ajudando nos meus sonhos, as bênçãos que recebi. Não posso ser egoísta, a
verdadeira e eterna felicidade está em servir”, pontua. A mexicana ainda lembra
que as coisas materiais ou conhecimentos nós podemos perder, mas o que fazemos
pelos outros fica gravado na mente deles. “Deus pede que nós sirvamos a Ele.
Isso é gratificante”, acrescenta.
“Acho muito importante ser um missionário porque nós acreditamos que nós
seres humanos falhos que precisamos da graça de Deus não podemos auxiliar as
pessoas a conhecerem a Cristo. Saber que Deus nos usa para falara dEle é algo
impressionante que muda a nossa vida”, expõe Marski.
Suellen Timm
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